segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

9 CONDUTORES PARA PÉSSIMAS DECISÕES

E se a pessoa quer tentar mudar de vida, mas tem uma “trava” que a atrapalha a tomar essa decisão? Há tempos escrevi um artigo de ótimo resultado sobre a implicância do "não tentar" no risco de não realizar os próprios sonhos. Mas, de lá para cá, esbarrei nessa questão. Também, há dias, a Pamela nos escreveu também sobre essa dificuldade, parece. O que ela pode fazer?

Será que a Pamela tem o mesmo problema de uma minha amiga, que posterga decisões importantes, sob um ciclo de insegurança permanente, se escondendo atrás de falsas justificativas?

Veja a história dela:


Ela tinha pela frente a chance de ir para um escritório bem melhor, que ela mesma o definiu como “o empregão”. E como foi indicada, bastava apenas enviar o currículo para confirmar o seu interesse.

E há um agravo: há tempos ela desabafa comigo de que o trabalho está muito complicado e que ela tinha vontade de trocar de emprego.

Só que ela não quis enviar o seu currículo para “o empregão”!

Então eu provocava: “por que não envia o currículo?” e ela, após esquivar-se com justificativas pouco convincentes, disse apenas: “sei lá, vou deixar fluir”.

Mas meu Deus, ela não passa nem dois dias sem reclamar do trabalho! Como é que pode? Então, resignado, concluí: “você precisa assumir que possui enorme dificuldade de tomar decisões difíceis e deve sempre relevar essa questão também”.


A partir disso, resolvi reunir aqui os hábitos mais comuns que implicam em decisões ruins. Caso alguém se identifique com algum desses, se policie diante destes nos momentos de risco ou oportunidade.

1 – Preguiça – Algumas pessoas carecem da força de vontade de confirmar fatos, tomar iniciativa, confirmar pressupostos, buscar novas informações. Essas pessoas confiam demais em experiência do passado, esperando, simplesmente, que as coisas aconteçam pela extrapolação dos resultados lá de trás.

2 – Otimismo – Como é pouco encorajador considerar eventos negativos, as pessoas assumem que o pior não vai acontecer.
Se as pessoas apenas considerassem o que mudará em suas vidas se as coisas derem errado, suas decisões já seriam melhores.
Mas elas preferem a excitação das escolhas que estão fazendo e nunca gastam tempo fazendo uma auditoria da decisão.

3 – Indecisos – Por outro lado, quando uma decisão depende de dados que mudam o tempo todo, é cômodo continuar solicitando relatórios ou realizando mais analises.
Aí os estudos tomam muito mais tempo que o esperado e a oportunidade se perde.

Algumas vezes, indecisão é pior que fazer uma escolha ruim. É preciso levar em consideração que pior que tomar uma decisão ruim é tomar uma decisão ruim e que ainda atrase para sair.

4 – Permanecer preso ao sucesso do passado – Algumas pessoas tomam decisões ruins porque estão usando dados antigos ou processos antigos nos quais estão acostumados. Usam abordagens que funcionaram no passado, não buscam conhecer coisas que funcionam melhor atualmente.

5 – Não ter alinhamento estratégico – Decisões ruins algumas vezes derivam da falha em conectar o problema com a estratégia como um todo. Na falta de uma estratégia clara, muitas soluções nem parecem fazer sentido.

Mas quando firmemente preso a uma estratégia clara, as melhores soluções rapidamente começam a emergir.

6 – Dependência – Algumas decisões nunca são tomadas porque uma pessoa está esperando a resposta da outra, que por sua vez está esperando mais alguém, ou alguma decisão, ou algum firme apoio.

Para ser um bom decisor é preciso encontrar um jeito de atuar de forma independente quando necessário.

7 – Isolamento – Falta de uma rede de relacionamento para tomar as melhores decisões. Ou então, não envolvem ninguém porque querem o crédito pelo sucesso, sozinhos.
Por azar, eles também levarão toda a culpa no caso de decisões ruins.
Já não é mais novidade que envolver pessoas de conhecimento relevante e experiência melhora a qualidade da decisão.

8 – Falta aprofundamento técnico – Falta conhecimento e experiência para uma boa decisão.

Os melhores executivos são os que têm a mais profunda experiência. Mas quando eles não a têm, dão um jeito de encontrar alguém especial e com talento no assunto para ajuda-los na decisão.

9 – Falha na comunicação. Algumas boas decisões se tornam decisões ruins porque as pessoas não sabem se comunicar e os outros não as entendem. Comunicar uma decisão, seus objetivos e sua intenção é crítico para o sucesso de um projeto.

Fonte: http://blogs.hbr.org/2014/09/9-habits-that-lead-to-terrible-decisions/

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